A Central Única dos Trabalhadores reafirma sua posição diante da crise financeira que assola a economia internacional e que começa a se refletir sobre as economias de países de quase todo o mundo. Além de recusar o convite feito pela Federação das Indústrias de São Paulo (FIESP) para uma reunião com as centrais sindicais para negociar propostas de flexibilização, realizada nesta terça-feira (13), a CUT organiza uma grande mobilização nacional intitulada "Os trabalhadores e trabalhadoras não pagarão pela crise!"Para dar início à campanha, a CUT realiza na próxima segunda-feira (19) uma reunião com suas entidades para discutir ações de enfrentamento e traçar um cronograma de mobilizações a serem realizadas em todo o país. Participarão da reunião as CUTs estaduais, entidades nacionais por ramo de atividade econômica e principais sindicatos que representam trabalhadores que vem sendo mais prejudicados pela crise, como metalúrgicos, bancários e construção civil.
Essa mobilização nacional incluirá manifestações de rua, passeatas, protestos diante de empresas - como as que já vêm sendo feitas no início deste ano, a exemplo das mobilizações na GM São José dos Campos, TRW em Diadema e Vale do Rio Doce em Itabira - e também greves em diferentes setores. Serão feitos também materiais de divulgação que explicitem as propostas da CUT e desmascarem o caráter natural e inevitável com que o empresariado e parte da mídia querem confundir a opinião pública.
Para a CUT a solução para o enfretamento à crise e aos efeitos que ela tem causado sobre importantes setores da economia brasileira é a geração de emprego e renda, diferente do cenário de demissões, redução de salários e flexibilização de direitos que alguns empresários e políticos neoliberais tentam construir, camuflando como ‘medidas de combate à crise' o que na verdade são formas de aumentar lucros, além de ser mais uma tentativa de golpe para impedir o crescimento e desenvolvimento de nosso país.
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