sábado, 31 de outubro de 2009

Gasto público: é preciso mais controle

Da Redação do Noticiape.com

Em entrevista ao Jornal Nacional, nesta quinta, o presidente da CN, Armando Monteiro, alertou para os riscos da volta da inflação, caso o Governo não controle o aumento dos gastos públicos, que de janeiro a setembro deste ano aumentou 19,2%, em relação ao mesmo período do ano passado.

Veja o vídeo clicando no link e a degravação da reportagem abaixo:

http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1360317-10406,00-SETEMBRO+TEM+O+MAIOR+DEFICIT+EM+ANOS.html

Setembro tem o maior déficit em 12 anos

O governo gastou mais e arrecadou menos. Resultado: a conta fechou no vermelho em mais de R$ 7,5 bilhões. Em setembro, o governo gastou mais e arrecadou menos. Resultado: a conta fechou no vermelho em mais de R$ 7,5 bilhões. É o maior déficit para um mês de setembro em 12 anos.

No consultório do doutor Nilo, os equipamentos são modernos e os gastos elevados. Mas o controle nas contas é maior ainda. Só assim para manter o negócio dando lucro há mais de 30 anos.

“Até a compra de material nos fazemos de acordo com a nossa entrada de pacientes pra tratamento. Eu faço esse controle com muita rigidez”, contou o dentista Nilo Celso Pires.
Controlar os gastos é o primeiro passo para manter qualquer negócio saudável. E essa fórmula vale também para o Governo Federal. Mas não é o que vem acontecendo no país. A arrecadação está em queda. E os gastos não param de crescer.

É o que mostram os dados divulgados nesta quinta pelo governo. De janeiro e setembro deste ano, as despesas aumentaram 19,2%, em relação ao mesmo período do ano passado. Especialmente por causa do gasto com o funcionalismo. Já a arrecadação no período caiu quase 8%. Com isso, o rombo nas contas de setembro foi de quase R$ 8 bilhões.

Na ata divulgada nesta quinta, o Comitê Política Monetária alertou para o perigo do aumento de gastos. Porque ele compromete o ritmo de crescimento. O governo reconhece que o desempenho foi ruim, mas importante para enfrentar a crise. “Esse ano, o governo optou por agir fortemente no sentido de não permitir que a crise internacional levasse o Brasil a uma situação de queda importante do emprego, de queda importante do PIB. Felizmente, conseguimos resultados positivos. Agora, isso tem impacto fiscal, nós sabemos disso”, admitiu o o Secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin.

Mas, para os empresários, o desequilíbrio dos gastos públicos é uma ameaça para a economia. “Se o estado continuar a atuar de forma pouco austera na área fiscal, nós poderemos estar a médio prazo, por assim dizer, nos reencontrando com a inflação, que é algo muito indesejável para a sociedade brasileira”, disse o Presidente CNI, Armando Monteiro.

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