sexta-feira, 18 de julho de 2014

Simpósio ensina pais e educadores a identificar crianças com altas habilidades

Familiares e professores assistiram a palestras sobre como valorizar a inclusão social e educacional dos estudantes com altas habilidades
Cerca de 400 educadores, pais e estudantes participaram do 1º Encontro de Estudantes com Altas Habilidades de Pernambuco e do 1º Simpósio sobre Altas Habilidades do Recife, realizado pela Secretaria de Educação do Recife nesta quinta-feira (17), no Centro de Formação de Educadores Professor Paulo Freire, na Madalena. No primeiro dia do evento, os participantes assistiram a palestras com a presidente do Conselho Brasileiro de Superdotação (Conbrasd), Susana Pérez, e com a doutora e professora da Universidade de Brasília (UNB), Ângela Virgolim, especialista em Psicologia da Superdotação.

A programação do encontro continua nesta sexta (18), das 8h às 17h, com mais palestras e minicursos para pais e professores, além de ampla programação para os estudantes: oficinas de biodança, contação de história, raciocínio lógico e robótica educativa, além de mostras de caricatura, desenho, pintura, escultura, vídeo e arte digital. Com o tema "Valorizando as Inteligências para a Vida", a ação faz parte das formações para os educadores do Atendimento Educacional Especializado (AEE). 

Mais conhecidos como superdotados, os estudantes com altas habilidades têm mais facilidade e rapidez no aprendizado, alto grau de criatividade e excelente capacidade de analisar e resolver problemas. Durante o simpósio, as palestrantes Susana Pérez e Ângela Virgolim explicaram como os docentes e familiares podem identificar esses estudantes para poder encaminhá-los aos Núcleos de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação para que sejam orientados de maneira correta.

Susana Pérez, presidente da Conbrasd, afirmou que é necessário perceber o quanto antes as altas habilidades para evitar que os jovens façam mau uso da inteligência. "Alguns estudantes com altas habilidades não são orientados corretamente e terminam se encaminhando para o mundo do crime, como venho percebendo com o passar dos anos, pois muitos dos principais criminosos possuem superdotação", observou.

Professora da UNB e doutora em Psicologia da Superdotação, Ângela Virgolim argumentou que as formações e debates ampliam o interesse do mundo acadêmico no assunto. "O tema ainda é pouco trabalhado nas universidades e não existem pós-graduações disponíveis sobre isso. Precisamos mobilizar  e aumentar a oferta de debates como este para que os alunos sejam devidamente identificados e orientados".

O secretário-executivo de Gestão Pedagógica da Secretaria de Educação do Recife, Rogério Morais, salientou que eventos como o simpósio melhoram a qualidade  do atendimento dos alunos da Rede Municipal do Recife. "Estamos qualificando nosso educadores para que eles reconheçam esses jovens e possam dar um ensino direcionado a essas habilidades diferenciadas. Esse encontro é importante para reforçar a nossa vanguarda no atendimento dos estudantes com altas habilidades".   

Fabiana Nogueira da Silva, mãe da aluna Sophia, de 7 anos, relatou que o atendimento no Núcleo de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação (NAAHS) do Recife é muito importante para o desenvolvimento educacional da filha. " Desde os 2 anos ela já apresentava postura diferente para o contexto de uma criança da sua idade. Quando identificamos as habilidades de Sophia, fomos encaminhados para o núcleo e lá minha filha alcançou um grande avanço na sua educação", contou a mãe. 

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