Governador reeleito de Pernambuco teve o maior número de votos do País, proporcionalmenteOs números foram grandiosos. Quase de 3 milhões de votos à frente do segundo colocado. Mais de 82% dos votos válidos, o que o fez campeão no Brasil nessas eleições. E ainda levou consigo os dois candidatos ao Senado e fez maioria na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.
Mas nenhum desses dados e números parece ter pego o governador reeleito de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), de surpresa.“Quero que minhas primeiras palavras sejam de agradecimento por essa demonstração de respeito, apoio e confiança. Atribuo essa grandiosidade ao trabalho ao qual nos dedicamos em 3 anos de 10 meses de governo.
Trabalhamos sem preconceito, vencemos dificuldades. O resultado é fruto desse trabalho. Já esperávamos essa vitória, porque foi do tamanho do apoio que o Governo tem. Esses já eram os resultados apontados, porque as mesmas forças contra as quais lutamos já haviam sido derrotadas em 2006. O povo percebeu que o governo fez opção pelos mais pobres, valorizando a eficiência da máquina”, afirmou, em entrevista coletiva concedida ao lado dos senadores eleitos Humberto Costa (PT) e Armando Monteiro Neto (PTB), em um hotel de Boa Viagem.
Segundo o governador, a saúde será o grande desafio do novo mandato. “Precisamos de unidade, de um debate sério no País sobre financiamento público da saúde. Agora, vamos ter dois senadores ajudando em Brasília. É preciso menos discurso sobre saúde e mais dinheiro para a saúde”.Questionado se sentia o resultado desse pleito como o “troco” à derrota sofrida em 1998 pelo seu avô Miguel Arraes para Jarbas Vasconcelos, que venceu o socialista por mais de 1 milhão de votos, Eduardo foi elegante. “O sentimento é de responsabilidade, de gratidão ao povo.
Esta é uma vitória bonita, construída com muito trabalho. Durante oito anos meu avô foi agredido da forma mais sórdida que um ser humano pode ser. Mas aprendemos a ter largueza. Sempre aprendi a acreditar na luta política e ter confiança na expressão do povo. Nunca aprendi com meu avô a ter ódio. Quero perdoar todas as agressões sofridas durante esta campanha e durante a vida. Essa página foi virada, essa história ficou para trás”.
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